{"id":2888,"date":"2022-07-14T00:00:00","date_gmt":"2022-07-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/marinsbertoldi.com.br\/decisoes-estaduais-sobre-a-disputa-do-difal\/"},"modified":"2024-06-06T13:29:18","modified_gmt":"2024-06-06T16:29:18","slug":"decisoes-estaduais-sobre-a-disputa-do-difal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marinsbertoldi.com.br\/en\/decisoes-estaduais-sobre-a-disputa-do-difal\/","title":{"rendered":"DECIS\u00d5ES ESTADUAIS SOBRE A DISPUTA DO DIFAL FAVORECEM OS CONTRIBUINTES"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: left;\">Novos desdobramentos d\u00e3o andamento \u00e0 discuss\u00e3o acerca da cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquota do ICMS \u2013 Difal, no exerc\u00edcio financeiro de 2022<\/h3>\n<p>A disputa acerca da constitucionalidade da cobran\u00e7a do Difal surgiu com a Emenda Constitucional n\u00ba 87\/2015, que trouxe uma nova forma de tributa\u00e7\u00e3o do ICMS em opera\u00e7\u00f5es interestaduais ao atribuir a determina\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria de bens e servi\u00e7os destinados a consumidor final n\u00e3o contribuinte pela al\u00edquota do estado de destino das mercadorias, e n\u00e3o mais do estado de origem. Tal mudan\u00e7a foi amplamente questionada pelos contribuintes, visto que aumenta a carga tribut\u00e1ria dessas opera\u00e7\u00f5es sem a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar anterior que a regule, em viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da anterioridade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o inicial foi abordada pelo STF, que fixou tese em repercuss\u00e3o geral estabelecendo que a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota do ICMS pressup\u00f5e a edi\u00e7\u00e3o de Lei Complementar que veicule suas normas gerais. Com a modula\u00e7\u00e3o de efeitos estabelecida pelo Supremo, a referida decis\u00e3o come\u00e7ou a valer a partir de 2022, o que permitiu que a cobran\u00e7a fosse mantida at\u00e9 o fim de 2021.<\/p>\n<p>Posteriormente, em 04 de janeiro de 2022, houve a promulga\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 190\/2022, que regula a cobran\u00e7a do Difal. A lei, necess\u00e1ria para a efetiva cobran\u00e7a do diferencial, estabeleceu que produziria efeitos observada a anterioridade nonagesimal, pela al\u00ednea \u201cc\u201d do inciso III do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e, sendo assim, a cobran\u00e7a poderia ser retomada pelos Estados a partir de abril do mesmo ano.<\/p>\n<p>Ocorre que essa disposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o considera a anterioridade anual, estabelecida na al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso III do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que veda a cobran\u00e7a de tributos no mesmo exerc\u00edcio financeiro da lei que os instituiu ou aumentou. Por\u00e9m, de qualquer forma, os estados iniciaram a cobran\u00e7a do Difal j\u00e1 em 2022, alguns desde o in\u00edcio do ano e outros a partir do m\u00eas de abril, o que levantou nova disputa no \u00e2mbito jur\u00eddico acerca da inconstitucionalidade da cobran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para mais detalhes acerca do desenvolvimento da discuss\u00e3o, acesse<a href=\"https:\/\/marinsbertoldi.com.br\/conteudo\/informativo\/difal-em-2022\/\"> nosso infogr\u00e1fico<\/a>!<\/p>\n<p>Recentemente, a 6\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo decidiu, de forma un\u00e2nime, que tanto a Lei Complementar n\u00ba 190\/2022 quanto a lei estadual que determina a exig\u00eancia do recolhimento do diferencial est\u00e3o sujeitas aos princ\u00edpios da anterioridade geral e da noventena, e s\u00f3 podem produzir efeitos a partir de 2023, momento em que ter\u00e3o efic\u00e1cia. O ac\u00f3rd\u00e3o no processo de n\u00ba 1012353-27.2022.8.26.0053 levou em conta as disposi\u00e7\u00f5es do art. 150, III, \u201cb\u201d e \u201cc\u201d da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e o julgamento do Tema 1094 (RE 1.221.330\/SP), que j\u00e1 estabelecia o entendimento de que as leis estaduais que tratem da cobran\u00e7a de um tributo s\u00f3 ter\u00e3o efic\u00e1cia ap\u00f3s a vig\u00eancia de sua respectiva lei complementar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, a ju\u00edza da 5\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo julgou procedente nos autos n\u00ba 1003364-32.2022.8.26.0053, o pedido de seguran\u00e7a impetrado por uma distribuidora de vinhos, determinando a absten\u00e7\u00e3o por parte do Estado de S\u00e3o Paulo da exig\u00eancia de recolhimento do ICMS \u2013 DIFAL durante o exerc\u00edcio financeiro de 2022. Em sua senten\u00e7a, a magistrada destacou que a interpreta\u00e7\u00e3o de que o princ\u00edpio da anterioridade n\u00e3o se aplicaria ao caso, pelo simples fato de a Lei Complementar n\u00e3o instituir o tributo, esvazia por completo o ditame constitucional em an\u00e1lise e enfraquece tamb\u00e9m o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica, em franco preju\u00edzo aos contribuintes do imposto.<\/p>\n<p>Ainda que as decis\u00f5es apresentem um bom precedente para o contribuinte, seus efeitos depender\u00e3o da an\u00e1lise das A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade em tr\u00e2mite perante o STF (n\u00bas 7.070, 7.078 e 7.066), e que ainda n\u00e3o tem prazo para julgamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos desdobramentos d\u00e3o andamento \u00e0 discuss\u00e3o acerca da cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquota do ICMS \u2013 Difal, no exerc\u00edcio financeiro 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